
Hoje, o basquete é uma das modalidades esportivas mais populares no Brasil, perdendo em audiência e engajamento apenas para o futebol.
No entanto, apesar dessa maior presença nos lares e quadras brasileiros, os detalhes de regras e da própria história da modalidade ainda são desconhecidos para muita gente.
E há muito para se conhecer, acredite. Desde a sua criação no final do século XIX até se tornar o espetáculo de hoje, o basquete acumulou transformações, fatos e curiosidades que revelam a sua natureza de evolução constante e, por que não, ajudam a explicar a sua crescente popularidade.
Esses elementos, inclusive, são essenciais para a observação das partidas em todos os segmentos, seja nos departamentos de análise de desempenho de equipes, no setor de dados de um veículo de mídia ou mesmo na maneira como casas de apostas analisam o jogo para calcular suas odds. Jogue com responsabilidade.
Regras e curiosidades do basquete que você talvez não conheça
A cesta de basquete não tinha rede
Quando o canadense James Naismith criou o basquete em 1891, nos EUA, as primeiras “cestas” eram, literalmente, cestos de colheita de pêssegos fixados em balcões.
O detalhe mais curioso era que esses cestos tinham fundo fechado. Assim, toda vez que um ponto era marcado, o jogo precisava ser interrompido para que alguém subisse em uma escada e recuperasse a bola.
Somente anos depois o fundo foi removido, e as redes como conhecemos hoje foram introduzidas para dar fluidez à partida.
A bola de basquete não era laranja
Originalmente, o basquete era jogado com bolas de couro marrom, muito semelhantes às bolas de futebol da época.
O problema era a visibilidade: tanto para os jogadores quanto para o público nas arquibancadas, a cor escura dificultava o acompanhamento das jogadas.
Foi apenas no final da década de 1950 que o técnico Tony Hinkle sugeriu a adoção de uma cor mais fácil de ser identificada. Em 1958, a bola laranja estreou nas quadras, tornando-se o padrão visual definitivo do esporte.
A NBA é muito diferente da FIBA
Muitos fãs casuais podem estranhar as diferenças ao assistir a um jogo da Seleção Brasileira ou do NBB e um da NBA.
Isso acontece porque a liga norte-americana possui regras distintas da FIBA, a Federação Internacional de Basquete.
Na NBA, os quartos duram 12 minutos (contra 10 na FIBA), a linha de três pontos é mais distante e o limite de faltas individuais é de seis, enquanto nas competições internacionais o atleta é excluído ao cometer a quinta falta.
Atletas olímpicos não podiam ser profissionais
Até o final da década de 1980, as Olimpíadas eram reservadas estritamente a atletas amadores.
Isso mudou em 1992, nos Jogos de Barcelona, quando os profissionais da NBA e de outras ligas foram finalmente autorizados a competir.
O resultado foi o lendário “Dream Team” dos Estados Unidos, que reuniu ícones como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird.
A campanha americana nas Olimpíadas foi tão marcante que ela é considerada um divisor de águas, já que globalizou o interesse pelo basquete profissional e moldou a indústria do esporte como a conhecemos hoje.
O basquete de hoje e as casas de apostas
Atualmente, podemos dizer que o basquete vive uma “era de ouro” em termos de audiência e inovação tecnológica.
A ascensão de estrelas globais como LeBron James e Stephen Curry elevou o esporte ao status de entretenimento de massa, transformando a NBA em um fenômeno cultural também no Brasil.
Ao mesmo tempo, cresceu também a popularidade das apostas esportivas online no país, a partir da legalização do setor e dos subsequentes investimentos pesados realizados pelas empresas estabelecidas na regulamentação.
Foi natural, portanto, que plataformas de apostas esportivas passassem a oferecer coberturas extremamente detalhadas no basquete, indo muito além de disponibilizar palpites no vencedor da partida.
Atualmente, os usuários têm acesso a transmissões ao vivo dentro dos aplicativos e recursos de dados que permitem apostar em mercados individuais, como o número de assistências de um jogador ou o total de cestas de três pontos de uma equipe.
Essa nova dinâmica de consumo se conecta diretamente à tendência de mobilidade. O novo jeito de consumir basquete é por meio de smartphones, seja assistindo a vídeos curtos em redes sociais ou acompanhando placares em tempo real.
As casas de apostas, ao integrarem estatísticas ao vivo e recursos de streaming em seus sistemas, espelham a estratégia da própria NBA de investir em tecnologia e consolidar o acesso ao esporte por meio de dispositivos móveis.
Dá até para dizer que é o próximo capítulo da evolução do esporte – e talvez o surgimento de mais fatos e curiosidades históricas.

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